Adriano Augusto Fidalgo

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Internet Segura para crianças e adolescentes e os desafios atuais
09/02/2024 às 08h27

Dia 06/02/24 se comemorou o dia mundial da internet segura. Por mais utópico que isso possa parecer deve ser perseguido com afinco, exatamente pela proteção que as crianças e adolescentes merecem por disposição legal, mas também por questões éticas e morais, por questões sistêmicas e por questões de autoproteção social e do futuro que tem que ser sustentável para nós e para os nossos, para a humanidade (indivíduo/sociedade/espécie).


A segurança na internet para crianças e adolescentes no Brasil enfrenta uma série de desafios complexos, que vão desde a proteção da privacidade até a prevenção do acesso a conteúdos prejudiciais. Aqui estão alguns dos principais desafios que merecem destaque, para ilustrar:

  1. Conteúdo inadequado: A disponibilidade fácil e ampla de conteúdo inadequado, como pornografia, violência e discursos de ódio, representa uma preocupação constante para pais e responsáveis. A falta de filtros eficazes pode expor crianças e adolescentes a materiais prejudiciais para o seu desenvolvimento emocional e psicológico. E infelizmente na palma das mãos, no celular de cada um.
  2. Cyberbullying: O bullying virtual é uma realidade preocupante, onde crianças e adolescentes são alvo de intimidação, assédio e humilhação através de mensagens, redes sociais e outros meios online. Muitas vezes, as vítimas se sentem incapazes de buscar ajuda ou se defender, o que pode levar a consequências graves para sua saúde mental e bem-estar.
  3. Privacidade e segurança dos dados: As crianças e adolescentes frequentemente compartilham informações pessoais em plataformas online sem compreenderem totalmente os riscos envolvidos. Isso pode resultar em violações de privacidade, abuso de dados e até mesmo em situações de predadores online que se aproveitam dessas informações.
  4. Dependência digital: O uso excessivo da internet e das redes sociais pode levar à dependência digital, afetando negativamente o desempenho escolar, os relacionamentos interpessoais e a saúde mental dos jovens. A falta de regulamentação e conscientização sobre os limites saudáveis de uso da tecnologia contribui para esse problema.
  5. Fraudes e golpes online: Crianças e adolescentes podem ser facilmente enganados por golpes e fraudes online devido à sua inexperiência e ingenuidade. Isso inclui desde esquemas de phishing até jogos de azar e vendas fraudulentas, colocando em risco tanto sua segurança quanto suas finanças.
  6. Exposição a conteúdo radicalizado e extremista: A internet também pode expor os jovens a ideologias extremistas e radicalizadas, representando um risco para seu desenvolvimento saudável e para a segurança da sociedade como um todo. A falta de controle sobre o conteúdo disseminado online pode contribuir para o aumento da polarização e do extremismo entre os jovens.

 

Enfrentar esses desafios requer uma abordagem multifacetada que envolva não apenas os pais e responsáveis, mas também os educadores, os legisladores e as empresas de tecnologia. A promoção da alfabetização (educação) digital, o desenvolvimento de ferramentas de filtragem mais eficazes e a implementação de políticas de proteção à infância são passos essenciais para garantir uma internet mais segura e saudável para as crianças e adolescentes no Brasil. Leis não faltam, falta um crescimento de cidadania digital na sociedade.


O que demanda muitas horas de estudos, comparecimento em eventos, conhecimentos tecnológico, educacional e legal de profissionais que podem assessorar preventivamente, desde que haja interesse, para as crianças, os pais, os estabelecimentos de ensino, os educadores e demais atores sociais, com atualizações continuadas, pois, os desafios são enormes e vão se transformando rapidamente, como as famigeradas deepfakes/deepnudes.

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